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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Parabéns Bianca Rinaldi

Ontem (15/10) aniversariou uma das grandes estrelas de “Os Mutantes”, e uma talentosíssima atriz. De quem se trata? É óbvio, Bianca Rinaldi, que interpreta as gêmeas Samira e Maria.


Biografia

Bianca Rinaldi iniciou sua carreira na televisão aos 15 anos de idade na TV Globo no show da Xuxa. Aos 19 anos decidiu estudar a arte da interpretação, iniciando assim, seus trabalhos na TV e no Teatro.

Em “Malhação” na Globo, interpretou a professora Ursula. No SBT, em co-produção com a TELEFE da Argentina, fez a vilã Andréia de “Chiquititas”.

No teatro, Bianca Rinaldi fez “As Meninas” de Lygia Fagundes Teles, “Aluga-se um Namorado” de James Sherman, “Tudo de Mim” de Emilio Boechat e Petrônio Gontijo, “A Pedra Mágica” de Miriam Bevilaqua e Julio Kadetti e mais recentemente “Jeitinho Brasileiro” de Miriam Palma.

Em 2001, Bianca Rinaldi recebeu o premio revelação da Academia Brasileira de Arte, Cultura e História, das mãos do Ministro da Cultura o Sr. Francisco Welfort.
Entre suas habilidades e hobbies estão a ginástica olímpica, hipismo, canto e a dança.

A sua primeira protagonista na TV, veio em 2001 com a novela “Pícara Sonhadora” e um ano e meio depois, protagonizou em “A Pequena Travessa”.

Em 2004 foi convidada pelo Diretor Herval Rossano para interpretar “Isaura”, na novela que elevou a Rede Record ao segundo lugar de audiência no horário das 19:00 hs, “A Escrava Isaura”.

A seguir atuou em Prova de Amor, também na Rede Record, onde interpretou a médica Joana Martins Pena. Em Caminhos do Coração, também da Rede Record, interpretou a protagonista Maria Luz. Em Os Mutantes - Caminhos do Coração, também na Rede Record, interpreta a protagonista Maria e a vilã Samira.

Está casada com o empresário Eduardo Menga.



Carreira

Na televisão
2008 - Os Mutantes - Caminhos do Coração .... Maria Mayer / Samira Mayer (protagonista/vilã)

2007 - Caminhos do Coração .... Maria Luz / Maria Mayer (protagonista)

2005 - Prova de Amor....Joana (co-protagonista)
2004 - A Escrava Isaura.... Isaura (protagonista)

2002 - A Pequena Travessa .... Júlia / Júlio (protagonista)

2001 - Pícara Sonhadora .... Mila (Ludmila) (protagonista)

1998 - Chiquititas Brasil .... Andréa (vilã)

1997 - Malhação .... Úrsula (coadjuvante)

1994/1995 - Xuxa Park ... Xiquita Bibi

1993 - Programa Xuxa ... Xiquita Bibi

1990/1994- Xou da Xuxa ... Xiquita Bibi


Cinema
2009 - Syndrome .... Ana

2007 - Turma da Mônica - Uma Aventura no Tempo (voz da personagem cabeleira negra)

2004 - Didi Quer Ser Criança.... mulher da rifa

1992 - Sonho de Verão .... paquita Xiquita Bibi

1990 - Lua de Cristal .... aluna da escola de música


Teatro
1999 - As Meninas de Lígia Fagundes Telles

2001 - Aluga-se um Namorado de James Sherman

2003 - Tudo de Mim de Emilio Boechat e Petrônio Gontijo

2004 - A Pedra Mágica de Miriam Bevilaqua e Julio Kadetti

2005 - Jeitinho Brasileiro de Miriam Palma

2006 - A Vida Intima de Laura de Clarice Lispector

2007 - Amor de Comédia de Tiago Santiago



Curiosidades

* Todas as suas novelas feitas na Rede Record foram escritas por Tiago Santiago.
* Bianca vem recebendo muitas críticas construtivas e muitos elogios por sua atuação em Os Mutantes.
* Samira é a sua segunda vilã. A primeira vilã foi em “Chiquititas”.
* Foi especialmente escolhida pra fazer “Caminhos do Coração” especialmente por já ter praticado ginástica.



Reportagem - Bianca Rinaldi – 2001

Em julho passado a vida da atriz paulista Bianca Rinaldi, 26 anos, deu uma guinada. Primeiro, foi escolhida por Silvio Santos para dar vida a Milla, personagem da novela Pícara Sonhadora, do SBT. Venceu no teste Patrícia de Sabrit e Flávia Monteiro. Desde então, colhe os louros como protagonista de novela pela primeira vez. Por trás da glória alcançada no campo profissional há um drama pessoal que Bianca carregou durante 25 anos e só resolveu depois de recentes sessões de terapia. “Bianca nunca tinha visto o pai. Foi criada pela mãe, tias, avó e um padrasto e nunca se queixou, mas em julho ela resolveu ir atrás e conhecê-lo”, revela a tia da atriz, Cláudia Helena da Silva.

Hosannah Gonçalvez de Oliveira, um vendedor de materiais hospitalares, conheceu Maria Glória Silva Rinaldi, mãe de Bianca, na época em que trabalhavam no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. O rápido romance resultou na gravidez de Glória. Por Hosannah estar noivo de outra mulher, Glória registrou a filha apenas em seu nome. Até o ano passado, Hosannah tinha visto Bianca apenas quando ela era um bebê. “Esse reencontro tirou um peso das costas da minha irmã, pois ela afastou os dois ao não aceitá-lo como um pai à distância”, conta a tia da atriz, Cláudia. “No encontro com o pai, Bianca percebeu afinidades, como as mãos parecidas e o jeito de falar. Agora, sempre se falam por telefone”, conta Maria Glória, a mãe.

De família humilde, Bianca foi criada pelas tias e por uma avó, enquanto a mãe trabalhava como copeira no hospital. O sobrenome da atriz vem de Júlio Rinaldi – ex-marido de Glória falecido há 14 anos – que passou a constar na certidão de nascimento da atriz aos cinco anos. Bianca é econômica nas declarações sobre o assunto: “Meus pais não se casaram, não moraram juntos. Acontece muito disso por aí, mas prefiro não entrar em detalhes”.

Muito cedo, Bianca aprendeu a se virar sozinha. Dos oito aos 13 anos ela foi ginasta e penou com as duras exigências do esporte. Abandonou o sonho de representar o País numa Olimpíada depois de trincar a bacia numa queda num salto mortal. “Fiquei com trauma do meu professor. Ele me colocou de castigo, me fez repetir o exercício que errei várias vezes. Fiquei o dia inteiro chorando e treinando.”

A entrada na vida artística deu-se em 1990, quando Bianca tornou-se paquita da Xuxa. Da dura rotina de shows, viagens e gravações com Xuxa, que durou cinco anos, Bianca lembra das bacias com sal e água quente a que recorria para relaxar os pés. “Não estava acostumada a passar um dia inteiro pulando. Meus pés latejavam.” Mas foi graças a isso que Bianca seguiu carreira, fez três novelas e quatro peças. “É natural que me reconheçam como paquita. Como sou atriz, agora tenho de ser reconhecida como tal. Mas ser lembrada como paquita significa que fiz escola e isso é bom para o ego.” Por causa das gravações de Pícara, que a ocupam das 9h às 22h, de segunda a sexta-feira, Bianca deixou a academia de ginástica. Também não se lembra da última vez em que saiu para se divertir à noite. “Adoro ficar sozinha e curtir minha privacidade”, diz. “Conto meus amigos numa mão.” Agora que passou a limpo as questões afetivas, o sonho da Pícara é comprar uma casa para a mãe e montar um apartamento em São Paulo.



Fotos













Vídeo - Foto




Mensagem
O Blog Na net com CDC / Os Mutantes lhe deseja um ótimo aniversário. Que seus anos de vidas venham se multiplicar a cada dia que passar e que sempre possa nos presentear com sua alegria e simpatia. É o que todos lhe desejam, e todo o Brasil lhe deseja!!!
Feliz Aniversário!!!




Matheus Logan

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Parabéns Jorge Pontual

Hoje aniversaria o ator o Jorge Pontual, que interpretará novamente, segundo Tiago Santiago, o Felipe em Os Mutantes.


Vida
Jorge Pontual nasceu em Fortaleza, Ceará no dia 14 de agosto de 1967. Na carreira artística ingressou aos 24 anos, na novela O Dono do Mundo, um grande sucesso. Na novela ele interpretava Alfredo. Depois de três anos parado, Pontual retornou novamente em 'A Viagem'. Em 1996 saiu da Globo e só retornou em 2000, porém novamente saiu da Globo. Em 2005, passou para Record, e agora intrega o elenco de 'Os Mutantes'.



Trabalhos na TV:
2006 Alta Estação - César
2005/06 Prova de Amor - Júlio Ladeira
2005 América - Amigo de Geninho
2003/04 Kubanacan - Felipe
2001 O Direito de Nascer - Alberto Limonta
2000/01 Uga Uga - Mutuca
1999/00 Tiro e Queda - Antonio
1998/99 Estrela de Fogo - Breno
1996/97 Perdidos de Amor - Cícero
1996 Quem é você - Mangusto
1994/95 Quatro por Quatro - Gui
1994 A Viagem - Antonio
1991/92 O Dono do Mundo - Alfredo "Xará"



Entrevista (2006)
P - O que mais seduziu você na proposta da Margareth Boury?
R - Eu já tinha feito Uga Uga e Quatro por Quatro com a Margareth, na Globo, e sei que ela é uma autora maravilhosa. Achei interessante o projeto pelo bom clima do trabalho e da equipe, o que é muito importante. Além disso, trabalhei com o diretor João Camargo em O Dono do Mundo, e tenho vários amigos no elenco, como o próprio Guilherme Boury - que fez Prova de Amor comigo.

P - Em Prova de Amor, você interpretou um policial honesto. Agora, em Alta Estação, faz um vilão. Essa variação de tipos é o que você queria?
R - No início, Alta Estação era uma novela voltada mais para os jovens e, de certa forma, continua sendo. Mas em função da mudança de horário, a direção criou um núcleo diferente e acho essas novidades interessantes. Dois fatores me animam. Primeiro esse personagem tem uma perspectiva completamente diferente do Júlio, de Prova de Amor, e estou livre para dar o tom que achar mais adequado ao César. Não quero fazer um vilão caricato.

P - O que você vê de bacana no César?
R - O que acho legal nesse personagem é que ele não fica naquele enredo clichê da maioria dos vilões. Muitas vezes você vê um cara ruim que é mal o tempo todo. No caso do César, ele é mal, mas pode se apaixonar e mudar seus conceitos de vida. Até porque é um cara inteligente. Ele foge totalmente do estereótipo do vilão que usa somente roupas escuras e faz maldades o tempo inteiro. Ele tem sensibilidade.

P - O que você buscou para formar a personalidade do seu personagem?
R - Assisti a alguns filmes só para ver os vilões. Acho interessante o ator ter alguma referência. Lógico que a personalidade do sujeito quem cria sozinho é o ator. Por exemplo, quando fiz o Alberto Limonta em O Direito de Nascer, queriam que eu visse a versão anterior da novela. Decidi não ver, porque a visão do personagem tinha de estar de acordo com o meu sentimento, a minha visão das coisas.

P - Depois de Alta Estação, o seu desejo é fazer uma novela de temática mais adulta, como "Vidas Opostas"?
R - Lógico. Vão surgir várias oportunidades em breve. Vejo que Vidas Opostas está dando certo, é um horário diferente, desativado há mais de uma década e que não concorre diretamente com as novelas da Globo. Acho que a Record está indo por um lado bacana. Independentemente de ser contratado da emissora, é legal essa abertura do mercado televisivo, assim como a Band está fazendo com Paixões Proibidas, com o Ignácio Coqueiro à frente do núcleo de novelas. Isso valoriza diretores, autores, equipe técnica e outros profissionais.



Curiosidades
Jorge Pontual já foi casado também com as atrizes Lavínia Vlasak e Fernanda Machado.

O ator participou da terceira edição da Casa dos Artistas do SBT, ao lado de uma fã.

É primo do ator Felipe Camargo.

Seu personagem na trama de 'Os Mutantes' havia morrido até então, porém Tiago Santiago resolveu ressuscitar o personagem, que voltará em breve.

Já teve um caso com a atriz Carolina Magalhães, que atualmente trabalha em 'Os Mutantes'.

Pode ser visto na reprise de 'Prova de Amor'



Fotos









Mensagem
O Blog Na net com CDC / Os Mutantes lhe deseja um Feliz Aniversário. Que Deus multiplique seus anos de vida, te de paz, amor, prosperidade e muita saúde. Que você tenha um ótimo aniversário e seja feliz.

Feliz Aniversário!




Matheus Logan

sábado, 9 de agosto de 2008

Parabéns Fafá de Belém

Hoje aniversaria, uma das grandes cantoras de todos os tempos, e agora também iniciando na telinha, como atriz: Fafá de Belém.



Vida
Maria de Fátima Palha de Figueiredo, ou melhor, Fafá de Belém, nasceu em Belém do Pará, no dia 9 de agosto de 1956.
Filha do advogado e bancário Joaquim Figueiredo (Seu Fefê) - falecido em 1997 - e de Eneida, filha de uma família de políticos da região (Dona Dê), Fafá pertencia a uma família de classe média-alta da capital paraense e desde a infância destacava-se nas reuniões familiares com a voz afinada. Na adolescência já gostava de música e, em parceria com amigos, fez alguns espetáculos em bares e casas noturnas, fugindo de casa para realizar tal fato
Em 1973 conheceu o baiano Roberto Satana, produtor do grupo Quinteto Violado e musical da Polygram, que a aconselhou a investir na carreira fonográfica. Incentivada por este, apresentou-se em alguns lugares como Rio de Janeiro, Salvador e em Belém. Nesse mesmo ano, estreou como cantora profissional no musical Tem muita goma no meu tacacá, que satirizou o cenário político da época. O espetáculo, estrelado no principal teatro de Belém, o Theatro da Paz, também contou com a participação especial do conterrâneo, o futuro ator Cacá Carvalho. Como as cantoras de sua geração, foi fortemente influenciada por cantores consagrados da MPB como Maysa, Roberto Carlos, Cauby Peixoto e os grupos Jovem Guarda e Beatles, ouvindo-os com entusiasmo, além de outros gêneros, como jazz, música clássica, e os grandes ídolos do rádio.



Trabalhos na televisão
2008 - Os Mutantes - Caminhos do Coração - Ana Luz
2007 - Caminhos do Coração - Ana Luz
1983 - Plunct, Plact, Zum - Sereia



Trabalhos no cinema
1997 - Garotas do ABC - Solange



Discografia
A Arte de: Fafá de Belém - 2006

Tanto Mar - 2005

Novo Millennium: Fafá de Belém - 2005

I Love MPB: Fafá de Belém - 2004

Piano E Voz - 2003

Perfil - Fafá De Belém - 2003

Série Romântico: Fáfa de Belém - 2003

Tamba-Taj - 2002

Série sem Limite - 2001

Fafá de Belém - 2001

Fafá - Grandes Amores - 2000

Coleção Pérolas - Fafá De Belém - 2000

O Melhor de Fafá de Belém - 1998

Millennium: Fafá De Belém - 1998

Coração Brasileiro - 1998

Pássaro Sonhador



Curiosidades
A volta às canções de maior apelo regional se deu com Vermelho (Chico da Silva), que fez parte do repertório do CD Pássaro sonhador (1996), que obteve enorme sucesso, assim como Abandonada, de autoria do produtor do CD, Michael Sullivan.

A partir de 1985, Fafá tomou um rumo em sua carreira, que foi bastante criticado pelos mais conservadores.

No ano de 2006, aceitou o desafio de ser atriz e encarna a personagem Ana Luz na telenovela da TV Record Caminhos do Coração, do autor Tiago Santiago.

Sua personagem estava cotada para sair, mas devido ao sucesso e a simpatia que o autor da trama tem por Fafá, ela está de volta agora em Os Mutantes

Várias músicas de Fafá já foram temas de novelas da Record. Dentre dessas novelas entre Prova de Amor e Caminhos do Coração.



Fafá cantando
Fafa de belem - Grande Amor






Entrevista

Folha - Música e política sempre se misturaram na sua vida?
Fafá de Belém - Sempre. E alegria, claro. Sem prazer eu não existo. Dentro da minha casa eu aprendi a olhar o mundo sem preconceito. As pessoas eram bem-vindas, contanto que tivessem caráter e retidão. Papai não agüentava linhas transversas. Boas pessoas, não interessava a opção religiosa, sexual, política e futebolística, eram bem-vindas. Eu acompanhei isso, fascinada por esse mundo mais velho e interessante que brincar de boneca. A partir dos 10 anos entendi que para fazer um link com esse mundo eu tinha que interagir de alguma forma. Foi quando me descobriram cantando.

Folha - Você escreverá um livro sobre política?
Fafá - Quando comemoramos 20 anos das Diretas, alguém perguntou se eu não ia escrever um livro. Vivi isso com todos os seus percalços, de dentro. Depois o Aecinho [Aécio Neves, governador de Minas Gerais] fez aquele evento em Minas, com todos os personagens das Diretas, e me pediram para cantar o hino nacional. Isso foi mexendo com a minha memória. Aí eu fui almoçar com o Millôr [Fernandes] e ele disse: "Eu acho que você devia escrever, com esse seu jeitão". Conheço gente de todas as esferas, níveis, facções e opções. O nome [do livro] é idéia do Millôr:"Sem Anos de Solidão". Maravilhoso.

Folha - Já começou a escrever?
Fafá - Tem muita coisa escrita. Minha história, que eu me lembro, começa em São Paulo, no final de 1962. Peguei 1964 aqui. Começo a contar a minha vida a partir de um fato político.

Folha - O livro começa em 1964?
Fafá - A minha memória, a narrativa, começa a partir de 64. Foi a coisa mais impressionante quando ficamos uma semana sem aula. Eu tinha sete anos. E eu disse para a professora: a gente não veio à aula por causa da revolução, os militares tomaram o poder. E ela disse: que revolução? Não houve nada de tomada de poder. Cadê o seu pai? Essa coisa da política era conversada lá em casa sem nenhum tipo de panfletagem. Papai não era comunista. Lá em casa todo mundo vinha e o pau comia. Eu sempre penso a vida como uma ação política. De ação, não disso que virou hoje, a banda podre.

Folha - Há prazo para terminar?
Fafá - Eu gostaria de fazer isso no princípio do ano que vem. Não gosto de datas datadas. Eu gosto da contramão. Você consegue entender? Qualquer caminho reto é menos criativo, menos arriscado, e absolutamente conseqüente dentro de uma previsibilidade. Gosto dessa coisa nômade, de pessoas de diferentes olhares. Isso é minha vida.

Folha - O foco do livro é a política?
Fafá - São 30 anos de olhares, os mais diversos, e participando de coisas muito fortes. A parte das Diretas é fortíssima. Durante uma época, diziam que eu era oportunista. Eu ficava arrasada. Queria ser amada por todos. Depois passa. Depois de 30 anos de carreira, tudo vai se acalmando. Agora eu posso fazer um disco de grandes sucessos como uma seqüência da minha vida, e não como uma solução. Ninguém agüenta 30 anos de estabilidade!

Folha - Há famas que te incomodaram ao longo da carreira, como a de oportunista na época das Diretas. E a de brega?
Fafá - A coisa mais violenta que eu sofri foi uma campanha sórdida, alimentada pela imprensa e por setores de esquerda e de direita, depois que eu fiz a campanha das Diretas e apoiei Tancredo. Me chamavam de pé frio. Passei dois anos sem trabalhar. Nunca fiz campanha política ganhando dinheiro. Nunca tive filme patrocinado por partido nenhum. Nunca fiz campanhas fabulosas e milionárias para apoiar um candidato. Tudo que eu fiz sempre foi muito sincero. E talvez essa sinceridade tenha exigido um preço muito alto.

Folha - Você nunca recebeu cachê em campanhas?
Fafá - Não. Nas Diretas nem um tostão no bolso. Nada. Quem resiste a tudo isso não pode mais se incomodar com qualquer coisa. Eu rezava para fazer show. Foi a primeira vez na vida que eu pedi mesada para o meu pai, de 1985 a 1987. Aí fui para Portugal em 1986. Ai eu liguei o botão do foda-se, botei a plaquinha do poupe-me e continuei a minha vida.

Folha - Você disse que pensa na vida como um ato político. O momento atual é de absoluto descrédito com a classe política, mas contraditoriamente os brasileiros se interessam pelo tema. O que explicaria isso, na sua avaliação?
Fafá - O Kotscho [Ricardo Kotscho, jornalista] disse algo fabuloso: a campanha das Diretas é impossível de ser reeditada. Estávamos no final do processo da ditadura, onde o jovem estava convencido de que a política não estava com nada. Através dessa caminhada pelo Brasil nós resgatamos a crença de que era possível fazermos a mudança. Na seqüência da esperança, o Tancredo vem pelo Colégio Eleitoral como uma possibilidade de transição, morre, o Sarney assume e, na seqüência, Collor é eleito. Acho que o Brasil começa a engatinhar politicamente.

Folha - Qual importância da eleição do Lula?
Fafá - A coisa mais importante da eleição do Lula é o Brasil ter apostado num brasileiro, do interior, de Pernambuco, num igual. Isso é um salto do povo brasileiro. Uma referência interna. É fundamental apostar num igual. A partir daí, temos os cacoetes e as manobras da política desnudados. Uma elite muito incomodada. Uma realidade sórdida, porque não esperávamos que o PT fizesse a mesma trajetória dos outros.

E o momento agora é de uma interrogação muito grande. O Brasil cada vez mais amadurece politicamente. São tirados todos os véus. Ou será que o primeiro mensalão foi esse? Fala sério, né. Nós sabemos que não. Os mensalões existem há muito tempo, como manobras de muitos momentos políticos, infelizmente. Só espero que isso, pela última vez, seja lavado. Vejo o Brasil cada vez mais atento, discutindo e falando de política. O que me preocupa, por exemplo, é quando o Roberto Jefferson fala do mensalão e alguns ídolos populares, que falam aos teens, dizem que ele é a salvação do país. Espera aí!

Folha - O que explicaria o boom de campanhas que estimulam o voto nulo, sobretudo na internet?
Fafá - Eles [os jovens] estão desacreditados pela maior esperança que encontraram pela frente. Apostou-se no PT, numa postura que o partido foi incorporando, de vestal, da santa no bordel: 'estamos aqui, mas isso jamais nos contaminará'. E o que se provou é que não. Acho tudo isso saudável para a democracia. Só mexendo nela é que a gente aprende a lidar com ela. Acho tudo isso muito saudável para o processo democrático: a pregação do voto nulo, as denúncias... A internet é hoje um veículo fabuloso. Na época das Diretas nós tínhamos os painéis nas ruas dizendo 'Não vote neles!'. A internet faz isso dentro da tua casa.

Folha - E você não se desencantou com a política?
Fafá - Eu não. Acho que a única solução é a política, é a vontade política de se fazer. A coisa do desvio de verbas, a violência do desvio de verbas, é como matar a criança na barriga da mãe. É tão brutal. Eu não consigo entender como é que alguém tem essa cara de pau de roubar tanto e depois passar mal quando é descoberto. Espero que todos passem mal e morram, para que a gente comece a entender o país fabuloso que é o Brasil. Vai haver muita depuração, mas nós vamos transformar o Brasil num grande país.

Folha - Imagino então que você não vai anular seu voto?
Fafá - Não.

Folha - E já se definiu?
Fafá - Não. Estou olhando. Não voto nulo e nem faço voto útil. Nunca fiz. Tem uma situação que eu vou contar no livro, naquele célebre debate do Lula com o Collor em 89. Eu estava enlouquecida aqui. Foi uma noite de telefonemas. Eu liguei para o Chico [Buarque], para o [Mário] Covas, para o Fernando Henrique. Eu acredito nisso. E vou acreditar a vida toda que é possível trazer gente honesta para esse país, é possível que haja pessoas que possam transformar o Brasil numa Austrália.

Folha - Você já foi próxima do PT?
Fafá - Não, desde 1985 eu sai fora. Eu cheguei ao comício de 25 de janeiro junto com o PT. O PMDB e pessoas ligadas ao Montoro me brecaram porque diziam que eu não tinha uma ligação histórica com a esquerda. E o Lula disse: ela vem com a gente. Quando eu apóio o Tancredo no Colégio Eleitoral, determinadas alas do PT, das esquerdas, ficaram muito chateadas comigo.

A minha relação com o Lula nunca foi abalada. Depois que eu mudei [para Portugal], cada um seguiu o seu caminho. Mas a turma ia jantar na casa dele nos finais de semana, ou eles faziam reunião na minha casa ali na Haddock Lobo. Não o José Dirceu. Mas o Lula, Genoino, Djalma Bom, Devanir. Ainda era clandestino. Ficavam na minha casa, na sala, e eu ia dormir. Nunca me filiei a nenhum partido, nunca sai como candidata a nada porque eu acho que meu palanque, no palco, é muito maior, muito mais amplo, sem compromissos com dogmas. Na eleição do Collor, chegaram a espalhar que eu o apoiei. E eu não apoiei ninguém. Votei no Lula, mas não fiz campanha para lado nenhum. Eu entendi que o meu papel era ali, cidadão.

Folha - Hoje você não tem mais nenhum contato com Lula?
Fafá - Estive com ele na eleição [2004], em Belém. Ele foi fazer campanha para a candidata dele e eu estava no outro lado. E no ano passado eu fui fazer um show em Brasília, no lançamento do Tanto Mar, e me ligaram do Palácio do Planalto. Fui lá e conversamos amenidades. Foi antes da crise.

Folha - Você conheceu na intimidade vários políticos, inclusive do PT. Como reagiu quando veio à tona o mensalão, a crise toda?
Fafá - Eu fiquei muito triste quando todas as insinuações chegaram ao Genoino. Eu gosto muito do Genoino. Não sei se é aquilo, se não é. Fiquei triste por ele, pela história dele. Me lembro que eu chorei.

Folha - Genoino merece seu voto a deputado federal?
Fafá - Não conversamos. Eu terei que dar uma olhada nessa história toda. Se ele tiver alguma responsabilidade sobre aquilo, não. Fiquei triste. Acho muito difícil crer que Genoino tenha parte naquilo. A gente não escolhe família. O irmão dele não é ele. Particularmente, gosto muito dele.

Folha - O envolvimento do PT em corrupção te chocou?
Fafá - Chocado é um termo muito forte quando se fala de política. Chocada eu fico com o bombardeio no Líbano, com o Hizzbollah e Israel. Quando se fala em política é complicado.

Folha - É crível a justificativa de que o presidente Lula não tomou conhecimento do mensalão?
Fafá - Eu estou há muito tempo fora do Brasil. Não tenho condições, hoje, de fazer uma análise profunda da política brasileira. Mas eu me divirto muito vendo esse processo todo. Porque vejo pessoas sem qualquer gabarito para dizer ai posando agora como vestais.

Folha - Político é ingrato?
Fafá - O ser humano, de maneira geral, é ingrato. O político sintetiza a sociedade. O ser humano demonstrar gratidão é muito difícil. Porque a gratidão é o reconhecimento, em determinado momento, de que você foi necessário ao outro.

Folha - É possível hoje distinguir direita e esquerda? O que você acha de ver Lula ao lado de Sarney, Jader Barbalho e outros políticos?
Fafá - É uma miscelânea. A grande decepção que o PT trouxe é porque, talvez por imaturidade, por falta de jogo de cintura, ingenuidade ou sei lá o que, prometeu que jamais se misturaria, entre aspas, com A, B, C e Z. E política é uma grande aliança. Onde é a força do Lula? Ele chegou a rincões, por seu estilo, por seu carisma, muito mais que qualquer outro político. Essas pessoas foram tocadas. Então, quem vier vai ter que chegar a elas. Não dá mais para fingir que elas não existem, que elas não são importantes. Nem que seja como massa de manobra de voto. Infelizmente.

Folha - Em 84 você disse, em entrevista a Ruy Castro, o que achava de vários políticos. Chamou Ulysses de demagogo,Tancredo de adorável. Queria que falasse com a mesma abertura sobre alguns políticos hoje.
Fafá - Ok, manda bala.

Folha - Começamos com o óbvio.
Fafá - O Lula! Ai, meu deus! Deixa ele por último!

Folha - Ok. Geraldo Alckmin.
Fafá - Foi um dos políticos que mais me impressionou ultimamente. Tinha idéia de picolé de chuchu total, e eu conheci o Alckmin no ano passado, numa solenidade em Tiradentes, em Minas, junto com o Aecinho. Fiquei muito impressionada com ele. Há muito tempo, desde a época aura dos grandes políticos, Diretas, PMDB autêntico, PDT e tal, que não via alguém com tanta firmeza.

Folha - Heloísa Helena.
Fafá - A Heloísa é adorável, mas uma menina. Ainda tem muito chão pela frente. O papel dela nessa eleição é bacana, pode levar ao segundo turno, que é uma reflexão melhor.

Folha - Cristovam Buarque.
Fafá - É um professor maravilhoso, de dignidade rara. Não vejo qualquer chance dele, mas vejo como uma chance de quem vai pensar na hora do voto.

Folha - Aécio Neves.
Fafá - Aecinho aprendeu todas as lições com Tancredo. Mas é completamente diferente. Tancredo era uma águia política. Foi o homem que participou de todos os grandes momentos da história e não chegou ao poder. Acho que isso foi a coisa mais dolorosa de todo o processo. O Aecinho, que naquela altura ninguém dava nada por ele, era um playboy, um bon vivant. Conseguiu construir no governo de Minas uma equipe que toca o Estado com muita competência. Tem tido uma ação mineira aos moldes do avô, de costura e discrição. A grande estratégia do Aecinho é fazer com que quem esteja na festa esteja trabalhando, e quem esteja trabalhando esteja na festa. (risadas) Mais mineiro impossível!

Folha - Roberto Freire.
Fafá - Foi meu primeiro voto para Presidente. Disse isso ao Lula e ele ficou arrasado. Roberto é impecável, sério. Posso falar do Fernando Henrique?

Folha - Claro.
Fafá - Fernando está melhor agora que na Presidência. Esse tempo fora da Presidência cria uma liberdade onde está a plenitude dele. É um intelectual, um homem interessante, engraçado, bem humorado. E no papel de atirador de pé está ótimo. Pessoas como Fernando Henrique jamais saíram e jamais sairão da política. Se ele volta num cargo eletivo, aí não sei. Mas a inteligência dele faz falta.

Folha - Já que estamos nos ex-presidentes, e José Sarney?
Fafá - Sarney e Antonio Carlos Magalhães têm uma parceria muito afinada, há tantos anos transitando pelo poder, com poder de fato e de direito. Só que o Sarney é mais discreto na ação. Isso faz com que ele seja um costureiro e se mantenha há tantos anos. É um político profissional. E acho que tem sido um grande conselheiro para o Lula!¦

Folha - Vamos então para o Lula?
Fafá - Eu me lembro do Lula, o Lula Lula. O grande mérito dele foi ser eleito sendo o Lula. Enquanto ele teve medo e foi controlado pelos intelectuais do PT não chegou a lugar nenhum, porque não era ele, e ele não falava na linguagem que queria. Eu não consigo não gostar do Lula. Embora tenha muitas restrições a determinadas posturas dele. Restrições que tenho em relação à postura de muitos políticos. Espero que se ele se reeleger forme um governo onde tudo o que o trouxe ao governo esteja representado. Inclusive os intelectuais e os políticos de outros partidos, que deram sustentação ao PT, para que pudesse existir.

Folha - Em 97, quando cantou para o Papa no Vaticano, você evitou abordar temas polêmicos, como o aborto. Você é a favor?
Fafá - Eu sou pela descriminalização do aborto. Tudo tem solução pela educação. Sem educação não adianta nada. Não adianta legalizar, descriminalizar, se você não consegue preparar uma cabeça para entender como se prevenir.

Folha - E no caso das drogas?
Fafá - Legalização das drogas? Acho que a legalização cuidada. Ao invés de penalizar o dependente químico, você deveria conseguir cuidar dele de uma forma decente. A vontade tamanha de transgressão você não vai tirar do jovem nunca. A droga era usada nos anos 70 para abrir a percepção, para as pessoas se conhecerem, para a gente se entender melhor. Agora, a comercialização do barato é que fez com que esse bando de caretas imensos achem que consumir droga, qualquer que seja a porcaria que vendam, é bacana, entendeu?

Folha - Você já teve problemas com drogas? Você declarou numa época que tinha parado de cheirar.
Fafá - Problemas não. Eu já usei de tudo, como qualquer pessoa da minha geração. Todos nós experimentamos. Quem têm 50 anos e não experimentou, começou cheirar aos 40, o que é muito pior! Porque só pegou coisa ruim.

Folha - Mas houve um momento em que você se obrigou a parar?
Fafá - Ué, quem não tem essa consciência, bicho, ou está maluco, ou ficou no meio do caminho, ou não foi para lugar nenhum. Eu já sou esfuziante, já nasci aditivada! Eu adoro um bom vinho, um bom champanhe e água. E está ótimo.

Folha - E o tema estética? Sempre foi algo polêmico na sua vida.
Fafá - Eu cheguei com os meus peitos, e não tinha que ter peito. Agora tá todo mundo com um maior que o meu. Eu cheguei gordinha...Meu peso sempre foi, a vida toda, entre 70 a 75 quilos. Meu peso ideal é 70. Agora estou com 72, ralando pra chegar nos 70. Hoje eu faço natação. Tenho qualidade de vida muito maior.

Não tomo mais remédio nenhum. Faço naturopatia, antroposofia. Ao invés de ortopedista vou ao osteopata. A partir da morte do meu pai eu repensei a minha vida toda. Comecei a me preocupar com seqüência da minha vida. Fui para yoga, reiki, volto às receitas da minha mãe e da minha tia dos índios do Pará. Não como fritura, gratinados. Mas adoro um vinho, né querida! Faço uma coisa fantástica, que é hidrocoloterapia. De todos os tratamentos que fiz, esse é o melhor. É uma lavagem profunda.

Folha - O que você acha da ditadura da estética?
Fafá - Um horror! Acho maravilhoso que se fale em bulimia, porque não está distante da gente. Já fiz umas duas lipos, todo mundo já sabe disso. Nunca sei o que eu faria hoje ou amanhã. Acho que a pessoa tem que estar bem consigo. A plástica não soluciona nada. Só resolve o estético. Não vai te dar um namorado novo. Quando a gente chega aos 50, entende com mais tranqüilidade ainda que não adianta usar cinta porque todo mundo sabe que está apertada. (risadas). Isso dá a maior liberdade. As rugas fazem parte. Um dia eu botei botóx e queria morrer. Cara, primeiro eu tive uma dor horrorosa. Depois fiquei sem mexer a testa um seis meses. E depois uma febre horrível. Eu disse: meu deus, para que isso? Onde isso vai me levar?

Folha - E redução de mama, já fez?
Fafá - Não, olha só para o tamanho deles (olha, aponta e dá risada). Me propuseram emagrecer para ser alguém na vida, e com 17 anos eu disse que não. Tudo o que pertence ao meu foro íntimo é decidido em particular. O que é pertinente à minha vida profissional, eu posso discutir abertamente com você. As questões particulares, se eu estou namorando, se eu fiz aborto, isso tem a ver comigo. E eu me dou o direito de me preservar. Quando alguém quer se melhorar e acha que esteticamente pode conseguir auto-estima, é problema de foro íntimo.

Folha - A sua vontade de entrar na política tem retorno?
Fafá - Não sei. Eu digo que hoje não. Mas não sei. Em determinado momento quase fui candidata. Hoje não. Ainda continuo gostando muito de política. Sempre vou gostar.

Folha - Que música combina com o Lula?
Fafá - Não sei. Tem a música que combina com esse momento que estamos vivendo. Não é com o Lula, nem é o PT, nem o PSDB. Eu acho que a música é: Vai passar nesta avenida... (canta).



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Mensagem
Parabéns pelo seu aniversário Fafá. O Blog Na net com CDC / Os Mutantes lhe deseja paz, saúde, prosperidade na sua vida material, na sua carreira e sucesso para você. Que você siga os caminhos do seu coração, e que você venha sempre nos presentear com a sua alegria, seu sorriso, sua voz, e que Deus te dê muitos anos de vida.

Feliz Aniversário

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Parabéns Raul Gazolla

Hoje aniversaria um grande ator da dramaturgia brasileira, Raul Gazolla, o João Ricardo Borba Gato de Albuquerque Andrade de Os Mutantes.


Vida
Raul Oliveira Gazolla, mas conhecido como Raul Gazolla nasceu no Rio de Janeiro, no dia 7 de agosto de 1955.

Ficou nacionalmente conhecido quando protagonizou a novela Kananga do Japão, de Wilson Aguiar Filho. Foi casado com a atriz e bailarina Daniela Perez, assassinada a golpes de punhal em 28 de dezembro de 1992 por um ambicioso colega de trabalho, Guilherme de Pádua e sua mulher Paula Thomaz, que horas após o crime deram pêsames ao ator. A dupla foi julgada e condenada a 19 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe.

Anos depois, Raul se casou com Mariuza Palhares, com quem tem uma filha chamada Rani.

Em 2000 participou do desfile da escola de samba Aliança, de Joaçaba - SC.



Carreira
Seu primeiro trabalho na tevê foi na segunda versão de Selva de Pedra, vivendo Osvaldo, mas seu grande momento foi a novela Kananga do Japão, na extinta Manchete.

Trabalhou em novelas como "Fera Radical", "Primo Basílio", "Pacto de Sangue", "Amazônia" (Manchete), "Deus nos Acuda", "Guerra sem Fim", "74.5 Uma Onda no Ar", "Decadência", "Razão de Viver", "Anjo Mau", "Torre de Babel", "Chiquinha Gonzaga", "Labirinto", "O Clone", "Kubanacan", "América" e "Vidas Opostas".

No cinema, atuou em filmes como "Romance da Empregada", "Perfume de Gardênia", "A Hora Mágica", "For All - O Trampolim da Vitória" e "Domésticas".

No teatro atuou em "El Grand de Coca Cola", "Boeing Boeing" , "O Micofone", e "A Volta Doa Que Não Foram " (2007).

Em 2008, o ator está novamente na telas da Record, no elenco da novela "O Mutantes - Caminhos do Coração".



Trabalho na TV
2008 - Os Mutantes - Caminhos do Coração .... João Ricardo Borba Gato de Albuquerque Andrade
2006 - Vidas Opostas .... inspetor Hélio
2005 - Prova de Amor .... Cadu (Rede Record)
2005 - América .... Helinho
2005 Zorra Total .... Peçanha
2001 - O Clone .... Miro
1997 - Anjo Mau .... Ciro Furtado
1995 - Decadência
1994 - 74.5 Uma Onda no Ar
1992 - Deus Nos Acuda .... Paco
1989 - Kananga do Japão .... Alex
1988 - Fera Radical .... Marcelo
1987 - Sassaricando .... Agente de Leonora



Trabalhos no cinema
2002 - As Vozes da Verdade (curta-metragem)
1998 - A Hora Mágica
1997 - For all - o trampolim da vitória
1992 - Perfume de Gardênia



Curiosidades
- Começa sua carreira na televisão. Na TV Manchete, participa com destaque de "Kananga do Japão" (89).

- Estréia no cinema em 1992, no filme "Atração Selvagem".

- Foi casado com a atriz Daniela Perez, assassinada em 1992.

- Creditado tambem como Raul Gazola, Raul Gazzola e Raul Gazzolla.

- Em 2007 o ator se envolveu numa confussão onde cuspiu numa de 16 anos.

- Gazolla tem uma relação muito amigável com a ex-sogra Glória Perez, tanto que ele já atuou em algumas novelas escritar por ela.



Entrevista (2005)
cancaonova.com: Como surgiu a inspiração de gravar o DVD "Jesus, o nascimento"?
Raul Gazolla: Na verdade essa inspiração surgiu na minha adolescência quando assisti o filme "Jesus Cristo, Super Star". Fiquei muito impressionado com a maneira da qual contaram a história de Jesus, que eu conhecia através da catequese. Eu fui criado dentro dos princípios católicos e quando vi o filme achei que foi contado de uma maneira muito bonita. Fiquei bastante impressionado que cheguei a assistir esse filme, no mínimo, cinqüenta vezes - se é que não vi mais vezes - que até cheguei a comprá-lo em DVD.
Hoje, mais maduro, tive a oportunidade de eu mesmo fazer a produção. Uma vez me perguntaram qual personagem que eu gostaria de fazer que ainda não havia feito, e eu respondi: "Jesus, que é um homem santo". Eu já havia feito vários papéis como médico, advogado, bandidos, mas Jesus ainda não.

cancaonova.com: Você, como ator conceituado na mídia em geral, tendo realizado diversos trabalhos em variados estilos, sentiu qual diferencial em fazer o papel de Jesus?
Raul Gazolla: O diferencial está em todos os aspectos. Não só pelo homem que Ele foi, mas pela missão de Filho de Deus, que veio para modificar o mundo, e depois de mais de 2000 anos ainda se fala sobre Ele.
Quando estamos em momentos de dificuldades é a Ele que recorremos. Realmente tem um diferencial muito grande de tudo que eu já fiz.
Na verdade, ainda não interpretei Jesus, porque só gravamos a primeira parte, mas estou fazendo uma preparação física e psicológica para interpretá-lo.

cancaonova.com: Qual o principal objetivo de produzir e lançar um DVD que narre fatos concretos da vida de Jesus e qual o público alvo desse novo trabalho?
Raul Gazolla: Com esse trabalho não quero atingir somente o público católico. Meu objetivo é atingir todas as religiões.
Na verdade, é um trabalho artístico que estou fazendo, contando de uma maneira muito clara, como está dentro dos inscritos, para que as crianças também possam aprender sobre Jesus. Por exemplo, se você é cristão, nesse DVD existe uma narrativa muita clara e muito bonita sobre a vida de Jesus. Tenho certeza que as crianças vão achar muito bonito e entender perfeitamente.

cancaonova.com: Você acredita que a fama pode servir de instrumento para que as pessoas ao assistirem o seu filme possam ter uma experiência de fé?
Raul Gazolla: Em todo o trabalho que faço eu tento passar uma coisa legal. Mesmo que o personagem que eu venha fazer seja um mal caráter, eu coloco esse personagem de uma maneira tão mal caráter, que dá para o público perceber que aquela não é uma maneira correta para seguir a vida.
Na verdade, o trabalho do ator é mostrar o que ele tem de melhor dentro daquele personagem. E o personagem Jesus mostra exatamente a maneira de como você deve conduzir a sua vida, dentro da verdade, princípios e mandamentos.

cancaonova.com: A superação de situações e problemas em sua vida se deu de modo especial pela fé e esperança em Deus?
Raul Gazolla: Na verdade, eu consegui vencer vários obstáculos em minha vida, não só pela fé em Deus, mas pelo apoio que tive da minha família e dos meus amigos.

cancaonova.com: Podemos dizer que, impulsionado por este novo trabalho e com esta consciência de fé, também a exemplo de Myrian Rios, Raul Gazolla é uma nova pessoa?
Raul Gazolla: Eu estou querendo ser uma nova pessoa a cada dia, a minha idéia é sempre mudar e sempre para melhor. A missão que temos aqui é contribuir positivamente e ser uma pessoa melhor. E essa é a minha luta pessoal: não deixar com que os problemas da vida me impulsionem a ser uma pessoa amarga, triste. Pelo contrário, cada vez mais eu vou dando valor a vida. E não só perdi a minha mulher assassinada, como perdi um sobrinho de 22 anos num acidente de carro que o trem atropelou, e isso me deu mais forças para amar ainda mais a minha vida e ser feliz. Hoje tenho uma filha de 3 anos que me faz muito mais feliz e nada me abala.



Ping-Pong (2006)
Nome completo: Raul Gazolla
Nascimento: Em 7 de agosto de 1955, no Rio de Janeiro
Primeiro trabalho na tevê: Segunda versão de Selva de Pedra, vivendo Osvaldo
Momento marcante na carreira: "Quando fiz Kananga do Japão na extinta Manchete"
O que gosta de assistir: "Gosto muito de ver Discovery Chanel"
O que nunca assistiria: "Programas de auditório comandados por Gugu Liberato"
O que falta na televisão: "Programas infantis de qualidade"
Ator favorito: Robert de Niro
Atriz favorita: Fernanda Montenegro e Glória Pires
Se não fosse ator, o que seria: Atleta
Humorista: Heloísa Périssé e Mônica Martelli
Novela: Prova de Amor
Cena inesquecível na tevê: Tarcísio Meira encontrando o diamante em Irmãos Coragem - novela de Janete Clair exibida em 1970
Papel que mais teve retorno de público: O Alex, que fiz em Kananga do Japão
Que papel gostaria de representar: Jesus Cristo
Par romântico inesquecível: Christiane Torloni em Kananga do Japão
Com quem gostaria de fazer par romântico: Maria Fernanda Cândido
Filme: A Cor Púrpura, de Steven Spielberg
Livro de cabeceira: A Carícia É Essencial, de Roberto Shinyashiki
Vexame: Foram vários, mas todos são muito particulares
Uma mania: Não tenho
Esporte: Jiu-jítsu e windsurfe
Vício: Sou viciado em viver bem e sou louco por motocicleta
Um medo: Quero acabar com todos os que tenho na vida. Perder as pessoas que a gente ama, por exemplo, é muito ruim
Planos: Vou substituir o Osmar Prado em uma peça, na temporada de São Paulo. Também vou levar o projeto de um programa infantil para a Record
A coisa mais importante da vida: Minha filha Rani, de três anos e meio



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Mensagem:
O Blog Na net com CDC / Os Mutantes, deseja a você, Raul Gazolla, um Feliz Aniversário. Que você venha ter prosperidade, paz, saúde, vida e que venha seguir os caminhos do seu coração, e que ele te levem as coisas boas.

Feliz Aniversário!!!!

domingo, 20 de julho de 2008

Parabéns Nanda Ziegler

Hoje (20/07) aniversaria a atriz Nanda Ziegler, a intérprete de Bianca de Os Mutantes.


Vida:
Nanda Ziegler nasceu no dia 20 de julho de 1981, em Minas Gerais. Seu nome verdadeiro é Joelma Fernanda Gomes da Silva.

“O Ziegler é da minha avó. Meu pai não recebeu o sobrenome da mãe, mas quis adotar como nome artístico”. diz a bela.



Características Pessoal:
Altura: 1.69 m
Peso: 54 kg
Pele: Branca
Cabelos: Louros
Olhos: Verdes



Sete Pecados:
Inveja: “É uma palavra que me desperta tristeza. Se você se espelhar nas coisas dos outros, eles crescem e você vai ficando por aí”, teoriza.
Ira: “Ninguém fazer nada para mudar a situação do Brasil me deixa irada”.
Gula: Comida japonesa.
Cobiça: “Cobiço melhorar sempre”.
Luxúria: Carinho.
Preguiça: Gravidez.
Vaidade: “Cuidar do corpo e da mente”.


Carreira:
2008 - Os Mutantes - Caminhos do Coração - Bianca
2007/08 - Caminhos do coração - Bianca
2006/07 - Vidas Opostas - Latife
2005/06 - Prova de Amor - Gigi


Curiosidades:
Todas as novelas que fez teve a direção de seu marido Alexandre Avancini.
Três de suas novelas foram escritas por Tiago Santiago.
Fez a novela Caminhos do Coração, mesmo grávida de seu primeiro filho.
Sua maior mania é de limpeza


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Fotos:







Mensagem:
Nós do Blog Na net com CDC / Os Mutantes em nome de todo seus fãs, deseja a você Nanda Ziegler, um Feliz Aniversário. Que as benções de caiam sobre você, e que ele te dê muitos anos de vida e que sempre possa nos presentear com sua presença na telinha.

Feliz Aniversário!!